domingo, 24 de junho de 2012

Destina





Estar feliz a que será que se destina
Olhar o mundo com olhos de purpurina
Brilhar no espetáculo de sua própria sina
Sentir a livre brisa solar que ilumina

Ser preta marrom de origem índia-ameríndia
Inventar delícias dentro da própria rima
Encher os dias de poesias auto bobas
Dar e receber alegria muito ou pouca

Ser um forte e imenso
Coração bobo a pulsar
 Viver e querer sem se importar
Querer ter sempre um sentimento maior

Que a tarde laranjada vai levar
O sono e sonhos que nos hão de guardar
Sob mais singelos mistérios a nos esperar
A eterna espera, o irrequieto pulsar

O muito além do que se pode imaginar 

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Amar-se viver

O que a gente leva da vida, é a vida que a gente leva. São aqueles almoços de domingo que você achava chato e hoje acha uma maravilha um happy hour com alguns amigos estimados. O fim de tarde sob o luar mesmo sem se ter um coração para amar. Ah imensas possibilidades do ato de paquerar e aquela explosão de endorfina depois de se exercitar. Dormir, trabalhar, conviver. Encontrar espaço para plantar e para colher o bem no coração de alguém, querer sem buscar solta no vento da vida esperando a poeira dos dias baixar. Trabalhar imensamente feliz e amar o que se faz, fazer do seu instante sua mais longa e sincera verdade.

domingo, 3 de junho de 2012

divina existência


Bem lá no fundo de cada um de nós
Lá onde as palavras não podem descrever
Existe um espaço para um sorriso sincero
Sorriso dado de verdade
Nesse lugar indescritível
Tem também um espacinho especial
Pra todos aqueles que consideramos especiais

Talvez necessite um espação
Porque mesmo com tantas falências
Nós seres humanos ainda guardamos
algo de compaixão

Algo de paixão, paixão pelo que se faz

Paixão pelo que se tem
E pelo que há de vir
Paixão em ter tantas gavetinhas enumeradas
De seres maravilhosos guardados em mim

Oh vivências enriquecedoras
Divina vitalidade do meu corpo sadio
E do meu cérebro ativo e pensante
Nem sempre pensando no que quer
Quase sempre com um motivo qualquer pra sorrir

Viver assim, sem saber quanto nem pra quê
Se existe um amor nalgum lugar

Viver e apreciar tudo de inexplicável e grande
Presente do universo,
para esse pequeníssimo grão que existência.