sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Ilumina

Que o agito dos planetas deixe inquieto apenas nosso coração
Que ele só acelere por quem vale a pena
Que valha a pena se jogar de cabeça
Outra vez mais,

Que viver seja uma dádiva, diariamente
Que pensamentos negativos e pessoas negativas
Voem na brisa
E que de volta ela só traga alegria

Que sorrir seja meramente espontâneo
E que os sorrisos falsos evacuem pelo ralo

Que viver, ser gentil, fazer o bem
Seja uma experiência única,
A cada novo dia

Que cada dia traga o brilho intenso
De um belo dia de sol

E que o nosso sorriso e nossa ansiedade
Venham sempre carregados de uma imensa
Paz interior!


Vem com gosto 2013, com arte e amor para enfeitar nossas vidas




quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Fugacidade


Viver é tão fulgaz
Um corpo que pulsa latente na imensidão do dia
A morte é o não pulsar, sem deixar 
de, no entanto, existir
O existir na memória 
torna eterno cada segundo 
aproveitado em corpo vivo,
a memória torna momentos 
eternos para ambos
A vivência eternizada,
através da lembrança.
O designificado da morte.

A Vida eterna.



domingo, 2 de dezembro de 2012

Dezembro mar

Não navego em mares tortuosos, mas a delicia do teu beijo me faz permanecer com agrado nesse declarado barco furado.Tua pele macia me faz sentir num mar sem fim e o tom da tua voz me traz algo familiar. O que dizes ás vezes é como se já tivera ouvido.Um sentimento místico de vida passada.Um tudo se dizendo nada.Nada a que me entrego.Nada a declarar, nada a temer, hoje o samba me pegou e celebro meu mar distante maré vazia de buscas encontros sem fim que me preenchem de um gostar de viver assim.


domingo, 25 de novembro de 2012

Olhos para quem vê


Pus minhas mãos na tua maciez e já não quis soltar
Meu olhar brilhante na tua direção diziam
o que minha boca, entre um gole e outro de cerveja
preferia calar

Entregue aos encantos do sotaque baiano
e ao jeito espontâneo de cativar
quem tem o prazer de contigo prosear

Me perder no despertar de um beijo teu


segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Gostar danado



Apaixonar-se na arte
Flertar sem querer
Querer sem poder
Ser sem saber entender
Querer de gostar danado
O inesperado, esperar
A sintonia do momento certo
No lugar errado
Um querer a mais
Um voltar a querer
o que se quis há um tempo atrás
Uma vontade guardada
Que nada destrói
Um amor se colocando pra fora
Um breve nada querer
E de nada saber
Com esperanças postas nas costas
Permanecer num lindo
sonho sem fim
Deixar-se envolver
Sem se importar
Com o que vai acontecer

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Vivir


Saber se só e guardar em si todo o desejo do mundo
Estremecer a um maneiro som numa noite de luar
Pensar em quem se queria poder namorar
Sonhar os sonhos que ainda não brotaram
Poder estar tão perto do inesperado
Sofrer antecipado e desesperado
Viver
Afogada em devaneios
Razões bobas pra sorrir


segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Nós no Beco



Sob o beco apertado
a forma espetacular
Arte urbana a encantar
O passante a especular

Sob emudecedor crepúsculo
Do barquinho musical
Um encontro cretinal
Na noite boa infernal

O batuque bamba potiguar
A batida do rap a dominar
A grande celebração
Dessa bela e incansável
Culturona potiguar

(Instalação do artista Guaraci Gabriel na Ribeira, Natal)

domingo, 29 de julho de 2012

La vie

O beijo de antes de ontem
O olhar de ontem
O pensamento de hoje

A vontade guardada
A descoberta da pessoa errada
A vida,
Embelezada por si própria

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Estar

Como esquecer um algo bom de lembrar
Como não querer o que pede pra ficar
Como não se encantar com o sorriso
Mesmo amarelo a te evitar

Silenciar e observar
Fazer das palavras o aconchego
Que alguém talvez
Tenha se negado a dar

Fazer de conta que nada aconteceu
Aprender a perder o que nunca foi seu
Desistir de tentar
Deixar a vida correr e o acaso surpreender


Nada esperar
E estar bem
Descobrir-se ao perder
Entender-se ao achar

Ser feliz por dentro
Sempre e em todo lugar


segunda-feira, 2 de julho de 2012

gira vida


O inesperado
Do beijo ousado
Na fina chuva, quente
Domingo qualquer
Um ciclo a se fechar

Sublime olhar do olhar
Do aprender-se a conquistar
Entregar-se ao mais profundo
querer, cuidar de ver
Mundo a girar

(2.7.12)


domingo, 24 de junho de 2012

Destina





Estar feliz a que será que se destina
Olhar o mundo com olhos de purpurina
Brilhar no espetáculo de sua própria sina
Sentir a livre brisa solar que ilumina

Ser preta marrom de origem índia-ameríndia
Inventar delícias dentro da própria rima
Encher os dias de poesias auto bobas
Dar e receber alegria muito ou pouca

Ser um forte e imenso
Coração bobo a pulsar
 Viver e querer sem se importar
Querer ter sempre um sentimento maior

Que a tarde laranjada vai levar
O sono e sonhos que nos hão de guardar
Sob mais singelos mistérios a nos esperar
A eterna espera, o irrequieto pulsar

O muito além do que se pode imaginar 

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Amar-se viver

O que a gente leva da vida, é a vida que a gente leva. São aqueles almoços de domingo que você achava chato e hoje acha uma maravilha um happy hour com alguns amigos estimados. O fim de tarde sob o luar mesmo sem se ter um coração para amar. Ah imensas possibilidades do ato de paquerar e aquela explosão de endorfina depois de se exercitar. Dormir, trabalhar, conviver. Encontrar espaço para plantar e para colher o bem no coração de alguém, querer sem buscar solta no vento da vida esperando a poeira dos dias baixar. Trabalhar imensamente feliz e amar o que se faz, fazer do seu instante sua mais longa e sincera verdade.

domingo, 3 de junho de 2012

divina existência


Bem lá no fundo de cada um de nós
Lá onde as palavras não podem descrever
Existe um espaço para um sorriso sincero
Sorriso dado de verdade
Nesse lugar indescritível
Tem também um espacinho especial
Pra todos aqueles que consideramos especiais

Talvez necessite um espação
Porque mesmo com tantas falências
Nós seres humanos ainda guardamos
algo de compaixão

Algo de paixão, paixão pelo que se faz

Paixão pelo que se tem
E pelo que há de vir
Paixão em ter tantas gavetinhas enumeradas
De seres maravilhosos guardados em mim

Oh vivências enriquecedoras
Divina vitalidade do meu corpo sadio
E do meu cérebro ativo e pensante
Nem sempre pensando no que quer
Quase sempre com um motivo qualquer pra sorrir

Viver assim, sem saber quanto nem pra quê
Se existe um amor nalgum lugar

Viver e apreciar tudo de inexplicável e grande
Presente do universo,
para esse pequeníssimo grão que existência.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Ishalá


Que delicia de poesia
Que a gente vê todo dia
Na timeline da vida

Arte a nos enaltecer
O astro Sol a tecer
Nossos dias de missão
O que vale é ser feliz
Jogar moeda ao chafariz
E pedir a permissão

Para mamãe abençoar
Papai sempre nos cuidar
E Oxalá a Iemanjá
Para o amor que vai chegar


sexta-feira, 11 de maio de 2012

das razões



Se perder
E se achar
No simples lindo
Verde olhar

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Ainda bem


Ainda bem que podemos nos dar conta
de quando perdemos de verdade
Ainda bem que achar não significa ter
E que o que sobra de toda queda
É o aprendizado
Ainda bem que aprendi a cair
E que plantei um jardim
Que todos os dias insiste em florecer
Sorrindo pra mim
Na beira da minha janela
E Chaplin sempre me dá bom dia
Pro novo dia que vai surgir

De tudo o que se vai,
O que fica é sempre o melhor que alguém tem pra dar
A melhor verdade, o menor abrigo

sexta-feira, 30 de março de 2012

Dia



Quando vejo
O real lampejo
Mina o meu olhar
Pra não olhar
Deixo divagar
Engano os dias
a tentar esquecer
o sorriso lindo
e o meu bobo
ao lembrar

Para que esquecer o que de tão bom
a vida sempre dá?

Há sempre um novo sorriso
e uma nova semente a brotar

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Novo olhar

Do lado de cá do meu novo olhar
posso contemplar a felicidade se chegar
Se instalar na minhas manhãs quentes
E me guardar no sossego do luar
Um sorriso involuntário a se mostrar
Uma estranha saudade a apertar
O novo a me amedrontar
A cena da vida como sempre
a me encantar
e as novas razões para sorrir
a surgir
sempre e em todo lugar
a me abençoar e realizar,
meus mais ludicos sonhos
de tentar ser feliz e me tornar
tudo que algum dia almejei ser.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Flor de outono


Um olhar de cachorrinho abandonado
Os dentes aparelhados
Um sorriso que se faz chamar
A entrar
Num lindo lugar
O momento certo
Em que tudo faz sentido
Nasceu
Na minha mais doce sincera ilusão

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Maria e o tio



Um dia Maria
noventinha Madalena
Descansou suas perninhas
Na sala de espera
Conversou com o vizinho
Simpático velhinho
Que a pôs a agradar
Ela narrou sua estória
Vivida solteira senhora
Ele encantou-a também
No fim começo da trajetória
Do conversê no tardar do meio dia
Um desencontro de outrora
Eu ouvindo a conversa
como quem ouve uma canção
Pensando no pretinho do sorriso sincero aparelhado
A querer me consternar
No final do conversê
Um prazer conhecer você
Será que algum dia a gente volta a se ver?

A vida iria mostar.Amor sempre haverá