sexta-feira, 31 de julho de 2009

Noutras férias

Noutras férias eu costumava ser criança

Tomar banho de rio, comer frutas silvestres com os meninos

Eu sempre andava na companhia deles, os menininhos danadinhos, primos

Nossas aventuras diárias se resumiam a exploração de um transparente rio,

E passeios pelo sítio em busca d’alguma fruta gostosa de se comer,

Provar os sabores, sentir os odores, purificar o pulmões com os gostos e cheiros da natureza.

Jogar futebol, vôlei na areia, quebrar castanha,comer quente

Quente dá dor de barriga, vovó gritava.

E a noite sob a luz das lamparinas, ver a lua cheia iluminar a natureza

e o céu a formar figuras nas estrelas

contar e ouvir estórias de lobisomens e mães dágua,

Ficar com medo, dormir cedo, acordar cedo.

Rotina de viver no meio do mato,

E ser chamado pra refeições com o tilintar de um insistente sininho.

Eramos ovelhinhas desgarradas e bem cuidadas,

Da vovó Neury.


Faço minhas as palavras de Zélia Duncan referindo-se à sua amiga Cássia Eller num show em Recife:

Ela é uma ausência absurda!



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