domingo, 19 de julho de 2009

Ipueira


Cidade pequena, acolhedora de um povo tranqüilo e alegre onde a rotina interiorana de vizinhança conversando na calçada torna fácil as relações e a calmaria dos encontros na praça sem se preocupar com a violência torna fácil a amizade.Crianças cativantes e cheias de verdade no olhar, terceira idade cheia de vida, juventude serena tomando consciência de sua identidade. Cultura rica de doces,artesanato e vasos de barro, herança vinda de três gerações. Povo simples. Cidade de dias quentes, noites frias, passarinhos a pousar os fios dos postes e o galo a cantar no nascer do dia.Cidade sem rádio mas com a comunicação feita em caixas de som da igreja onde a moça anuncia a presença do oftalmologista.Povo alegre onde todo dia parece domingo e eles passam devagar.Devagar ela caminha e vai longe,Ipueira de crianças, pés de limão por ruas largas e tranqüilas onde o principal meio de transporte são motos por todos os lados.Ipueira do sorvete na esquina e do mercado Macedão, do olho d´água e da natureza esplêndida.Cidade pequena e rica em coisas simples, já faz parte das boas memórias que guardo de minha vida.Obrigada Ipueira querida, és uma flor pequenina e bela em meio ao quente Seridó.

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